Exercite-se ao ar livre
Foi-se o tempo em que as praças e os parques serviam somente para passear e fazer piquenique. Hoje, esses espaços abrigam equipamentos de ginástica e são verdadeiros playgrounds para adultos.
Caminhada ou corridinha no parque é um hábito que muitas pessoas já tem.
Umas levam o cachorro, outras, uma companhia ou um bom livro. Tem quem prefere ir além. As mais dispostas usam a quadras, as pistas de skate a as ciclovias. De um tempo para cá, começaram pipocar nesses lugares públicos equipamentos de ginástica dos mais variados. Iniciativa das Prefeituras na maioria dos estados do país, esses espaços visam melhorar a qualidade de vida da população de todas as idades de uma forma natural, democrática e, acima de tudo, econômica. "As autoridades começaram a perceber que o desenho de uma praça precisa ter uma intenção, não deve estar ali simplesmente para enfeitar", diz um urbanista formado em Arquitetura.
Essa transformação de praças e parques em ambientes voltados para a atividade física é tendência global. Começou na China, pouco antes dos jogos olímpicos de 2008, com uma campanha mundial para incentivar a prática de esportes da população de um modo geral. O mundo tomou gosto pela ideia e hoje as grandes cidades estão transformando suas áreas públicas em verdadeiras academias ao ar livre. Nova York é praticamente toda tomada por locais aproveitados para atividade física. E há experiencias também no Canadá e em países europeus como a Dinamarca, Suécia e França, só para dar alguns exemplos.
Fazer exercício físico ao ar livre é um poderoso antídoto para melhorar o humor, a disposição e fortalecer o sistema imunológico, estimulado assim o sistema de defesa do organismo.
No Brasil, essa ideia também pegou a são inúmeros os projetos que pretende levar a população para se mexer nesses ambientes cada vez mais disputados por homens e mulheres. Em São Paulo, só na capital, são 470. Há ainda há espaços para quadras, pistas e até para a prática de tai-chi-chuan. Muitas dessas atividades são voltadas especificamente para os idosos, como o projeto academias da terceira idade, que tem 125 núcleos na cidade do Rio de Janeiro, mas acabam sendo usadas por gente de todas as idades. Cidades do nordeste também embarcaram nessa onda e adotaram a prática, como Salvador, onde os parques oferecem, além de aparelhos, pistas de corrida a até patinação. Já no Rio Grande do Sul, a orla do Guaíba propicia várias opções para quem quer se mexer de olho numa bela vista.
Sem dúvida nenhuma, todo mundo sai ganhando com essas iniciativas. Primeiro, a população, que pode se exercitar na hora que quiser sem ter que pagar academia, com equipamento de primeira e ao ar livre, o que conta muitos pontos quando o assunto é qualidade de vida e prevenção de doenças no futuro. "E, em segundo lugar, as administrações públicas compreenderam que quem usa cuida. Assim a manutenção desses espaços fica mais fácil e menos dispendiosa. Isso tudo gera gentileza urbana", completa o arquiteto.

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